Mãe de refém franco-israelense pede aos líderes que “libertem sua filha”, sequestrada pelo Hamas
Mia Schem é uma franco-israelense que está nas mãos do grupo extremista islâmico Hamas. Nesta terça-feira (17), a mãe dela apelou aos “líderes mundiais para libertarem a sua filha”. O presidente francês, Emmanuel Macron, denunciou o ato “ignóbil que representa a tomada de reféns de pessoas inocentes e a sua odiosa exposição”, após ter “assistido ao vídeo” da jovem, uma cidadã franco-israelense, divulgado pela organização islâmica palestina Hamas
Mia Schem é uma franco-israelense que está nas mãos do grupo extremista islâmico Hamas. Nesta terça-feira (17), a mãe dela apelou aos “líderes mundiais para libertarem a sua filha”. O presidente francês, Emmanuel Macron, denunciou o ato “ignóbil que representa a tomada de reféns de pessoas inocentes e a sua odiosa exposição”, após ter “assistido ao vídeo” da jovem, uma cidadã franco-israelense, divulgado pela organização islâmica palestina Hamas
A França “apela à sua libertação imediata e incondicional”, afirma a presidência francesa. “A França está totalmente mobilizada e trabalha com seus parceiros para libertar os reféns franceses detidos pelo Hamas”, acrescenta.
A ministra das Relações Exteriores da França, Catherine Colonna, falou no domingo (15) “com as famílias cujos parentes foram assassinados ou sequestrados, incluindo a de Mia Shem”, especifica a nota. A organização que controla a Faixa de Gaza e que lançou um ataque sem precedentes contra Israel, em 7 de outubro, mantém desde então quase 200 reféns, segundo autoridades israelenses. O braço militar do Hamas informou, na noite de segunda-feira (16), que havia “entre 200 e 250” prisioneiros. O movimento radical islâmico transmitiu na sua conta oficial do Telegram o vídeo de “um dos prisioneiros em Gaza” no qual aparece a jovem que fala em hebraico. A legenda afirma que ela foi sequestrada “no primeiro dia” do ataque do Hamas em solo israelense. A jovem diz que está detida em Gaza e apela à sua libertação, afirmando que está sendo bem tratada.
Comboio humanitário
Enquanto isso, comboios de ajuda humanitária seguem em direção a Rafah, o posto fronteiriço com Gaza, que foi bombardeado por Israel. Os caminhões que estavam em Al-Arich, capital do Sinai do norte egípcio, tomaram a estrada nesta manhã em direção a Rafah. Um acordo sobre a entrada dessa ajuda está paralisado há dias, relatam agentes humanitários.
“Não fomos informados da hora que cruzaremos” em direção à Faixa de Gaza, mas fomos orientados a partir em direção a Rafah”, confirmou à AFP um responsável do Crescente Vermelho Egípcio, sob condição de anonimato.
Muitos carregamentos de ajuda humanitária chegaram de avião nos últimos dias, vindos de diferentes países e organizações internacionais. O Egito enviou dezenas de caminhões. Os pedidos de doações aumentam em todo o mundo e a União Europeia (EU) já anunciou que pretende entregar ajuda aos 2,4 milhões de habitantes de Gaza, metade dos quais são crianças.
Até agora, depois de quatro bombardeios ao terminal, em dez dias de guerra entre Israel e o Hamas, e do “cerco total” decretado por Israel, nenhuma ajuda conseguiu entrar no pequeno enclave palestino já devastado pela guerra e pela pobreza Enquanto Washington apela ao Egito para que deixe os americanos saírem de Gaza, o Cairo responde que ninguém sairá se a ajuda não entrar .Na noite de segunda-feira (16), os presidentes egípcios Abdel Fattah al-Sissi e o presidente americano, Joe Biden, discutiram por telefone a ajuda a Gaza, descrita como uma “prioridade” pela presidência egípcia. “Parece que estamos cada vez mais perto de um acordo sobre a entrada de ajuda e a saída de estrangeiros”, diz o chefe do Crescente Vermelho, ele próprio a caminho de Rafah
O encarregado de situações humanitárias de emergência na ONU, Martin Griffiths, é esperado no Cairo nesta terça-feira para “ajudar nas negociações” sobre a entrega de ajuda a Gaza. A retaliação israelense ao ataque sangrento do Hamas já deixou pelo menos 2.750 mortos em Gaza, a maioria civis, segundo as autoridades locais. Os hospitais estão saturados com milhares de feridos. Mais de 1.400 pessoas, a maioria civis, foram mortas em Israel desde o ataque. O Hamas também capturou 199 reféns, segundo Israel
Israel mata 4 pessoas na fronteira com o Líbano
O Exército israelense anunciou, nesta terça-feira, ter matado quatro pessoas que tentavam se infiltrar em seu território na fronteira com o Líbano (norte). Um comunicado informa que os soldados “detectaram um esquadrão terrorista tentando infiltrar-se através da barreira de segurança do Líbano com um dispositivo explosivo”, especificando que quatro pessoas foram mortas
Desde o início da guerra, os confrontos na fronteira Israel-Líbano deixaram mais de uma dezena de mortos no lado libanês, a maioria combatentes, mas também um jornalista da agência Reuters e dois civis. Do lado israelense, pelo menos duas pessoas foram mortas
A comunidade internacional teme uma intensificação do conflito entre o Hezbollah libanês pró-iraniano, um aliado do Hamas, e o Exército israelense
Biden em Israel
O presidente americano Joe Biden viajará a Israel nesta quarta-feira (18), uma visita de “solidariedade”, que visa também desbloquear a entrega de ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Este enclave palestino está sitiado há mais de uma semana pelo Exército israelense, com risco de uma catástrofe humanitária, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) A visita foi anunciada pelo chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, após uma noite de conversas em Tel Aviv com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu
Biden também se encontrará com o presidente egípcio, o rei da Jordânia e o chefe da Autoridade Palestina em Amã, anunciou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby. A intensa atividade diplomática internacional é uma tentativa de evitar que o conflito, desencadeado pelo ataque sangrento do Hamas em solo israelita, se espalhe pela região.
(Com informações da AFP)
Fonte: BOL