Seca extrema no Amazonas

Seca extrema no Amazonas

Ribeirinhos sofrem com falta de água e mortalidade de peixes

A seca severa que afeta o Amazonas tem gerado impactos dramáticos em diversas áreas do estado, principalmente para as comunidades ribeirinhas que dependem dos rios para sobrevivência. Com o nível do Rio Negro em Manaus atingindo uma cota de 17,02 metros nesta quinta-feira (12), uma situação preocupa tanto moradores quanto autoridades. Essa marca representa uma diferença de 4,32 metros em relação à menor cota histórica registrada em outubro de 2023, quando o Rio Negro chegou a 12,70 metros.

A falta de chuvas e as altas temperaturas agravaram a crise hídrica, resultando em mortalidade de peixes, dificuldades de navegação e escassez de água potável para milhares de famílias.

Barcos de médio e grande porte ficam encalhados em bancos de areia e pedras, dificultando o transporte de mercadorias e alimentos. Um exemplo recente é o caso da embarcação P. Francisco que, após colidir com uma área submersa popularmente conhecida como “Camaleão”, ficou completamente encalhada em apenas três horas, destacando os desafios enfrentados por navegantes que, mesmo com equipamentos modernos, têm dificuldade em rastrear as novas formações de praias e bancos de areia.

F/B encalhado em uma área submersa, popularmente conhecida como ” Camaleão”

Os antigos navegantes relatam que, com a seca extrema, as áreas submersas e as praias ao longo dos rios mudam de posição constantemente. O movimento das águas, cada vez mais baixo, desloca as praias tanto à direita (bombordo) quanto à esquerda (boreste), tornando impossível para os navegadores identificarem com precisão onde estão as formações naturais. Mesmo com equipamentos de navegação avançados, é quase impossível mapear ou rastrear com exatidão novas posições de praias, bancos de areia, barrancos e “camaleões” (obstáculos submersos), criando riscos adicionais para quem depende dos rios para transporte e sustento.

Barco encalhado nas pedreiras que ficam submersas, sendo rebocado por outra embarcação na calha do Rio madeira.

As comunidades ribeirinhas, que dependem dos rios para pescar, transportar e abastecer suas casas, estão entre as mais afetadas. Além da mortalidade dos peixes, que já é uma realidade em várias localidades, o baixo nível da água impede a navegação de embarcações maiores. Apenas pequenos barcos conseguem se mover com dificuldade pelos rios, o que agrava ainda mais o isolamento dessas comunidades.

Lancha encalhada Rio Solimões

Em resposta à crise, a Prefeitura de Manaus decretou situação de emergência, o que permite a mobilização de recursos e parcerias para enfrentar os impactos sociais, econômicos e ambientais provocados pela estimativa prolongada. O governo do Amazonas também declarou estado de emergência em todos os 62 municípios no final de agosto, afetando diretamente mais de 360 ​​mil pessoas – cerca de 90 mil famílias, de acordo com a Defesa Civil Estadual.

A seca já é aproximada de seu pico, esperada para o mês de outubro, e as variações climáticas indicam pouca estimativa de chuva nos próximos meses. A mudança climática, aliada à estiagem prolongada, torna essa uma das maiores crises hídricas do estado, com o nível dos rios abaixo de 16 metros, comprometendo dramaticamente a vida ribeirinha e as atividades econômicas.

Conclusão:
A situação é crítica e pede respostas rápidas e eficazes. A seca no Amazonas é mais um reflexo das mudanças climáticas globais e do desequilíbrio ambiental que afeta todo o planeta. As ações emergenciais serão cruciais para minimizar os efeitos da estimativa, e a população do Amazonas espera por medidas que aliviem o sofrimento causado por essa catástrofe ambiental.

Por: Notícias na Real

Notícias na real

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