Seca histórica causou morte de peixes e projeta 500 mil sem acesso a água e comida.
Governador Wilson Lima (União Brasil) vai a Brasília pedir ajuda do governo federal
O Amazonas se prepara para enfrentar a maior estiagem já registrada na região. A situação deve afetar a distribuição de água e alimentos para cerca de 500 mil pessoas até o final de outubro.
O diagnóstico é feito pelo governador do Estado, Wilson Lima (União Brasil), que irá nesta terça-feira (25) a Brasília. Ele vai pedir ajuda do governo federal para a compra de cestas básicas, água, além do apoio da Força Aérea no transporte dos insumos. A estimativa é que o estado precise de ao menos R$ 100 milhões em ações emergenciais.
“Nunca vimos algo assim. É a pior seca da história”, diz o governador.
As medidas de emergência são necessárias porque o transporte na região Norte é feito majoritariamente por meio fluvial. Nesta época, é comum que ocorra queda no nível dos rios até a chegada da temporada das chuvas, em novembro e dezembro. Mas a velocidade com que o rios estão secando preocupa.
O quadro fez com o governo federal convocasse uma reunião para avaliar formas de acelerar a dragagem de rios na região. Os ministros de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e dos Transportes, Renan Filho, foram mobilizados. O ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, também acompanha a situação.

MANAUS – Moradores de Iranduba (a 36,3 quilômetros de Manaus) divulgaram, nesta quarta-feira (23), vídeos que mostram peixes mortos no Igarapé Santa Rosa, na Comunidade do Jandira, zona rural do município. Segundo os moradores, a morte dos animais ocorreu devido a obra da prefeitura no local.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente rebateu e informou que os peixes morreram por causa da seca do igarapé, que ocorre todos os anos. Com a redução do volume de água, também fica escasso o oxigênio o que causa a morte dos peixes.
“É uma obra recente, mas foi feita mês passado apenas a limpeza do ramal. Lá é um ramal de terra batida, nós passamos a máquina lá pra ajeitar o ramal da comunidade. Só que, em alguns lugares passam igarapés e a gente coloca os bueiros. Nesse local específico, existe um bueiro lá, e esse bueiro não foi obstruído pela obra da prefeitura”, disse Lucio Rodrigues da Costa, secretário de Meio Ambiente de Iranduba.
“Não tem como evitar. Isso é comum em toda a Amazônia. Quando o rio baixa, vai ficando algumas poças. Quando o rio seco, lagos e igarapés, todos vão secando junto. Esses peixes que ficam presos não conseguem mais oxigênio na água, não tem pra onde sair mais. Uns acabam morrendo”, disse Lúcio Rodrigues.
“Tá prevista uma grande seca este ano, por causa também do fenômeno El Niño. A Defesa Civil aqui de Iranduba está em alerta. Nós estamos nos preparando pra atuar nas comunidades com serviços básicos”, acrescentou.
Fonte: CNN Brasil/Amazonas atual